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No domingo 12 de fevereiro passeava pelo centro histórico de Bogotá, concretamente pela Rua 12. À minha frente iam duas raparigas, ainda mocinhas, abraçadas. Notava-se que estavam a sair, que eram casal. Se calhar, na minha mentalidade europeia isso é algo completamente normal, mas pelos vistos não o é na Colômbia.

Na altura passou um tipo montado numa bicicleta. Via-se de longe que era de classe mais bem baixa, sem muito dinheiro na vida, mas também se notou que era o protótipo do guardião das essências, desses que gostam das cousas como estão, sem mudanças, onde o homem ordena e a mulher obedece, dos valores de toda a vida em que ele foi criado, embora isso suponha viver como um verme.

A sua reação foi exagerada. Sem mesmo deter a bicicleta, começou a gritar como um possesso, insultar e recriminar às raparigas a sua atitude ao seus olhos imoral. Ainda três blocos mais para baixo o guicho continuava o seu monólogo, enquanto as raparigas, felizes, prosseguiam o seu passeio, a rirem do gajo. Porém, aquela cena inspirou-me uma microstória que pus aqui (em espanhol)

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